Por Renata Luna
O Centro de Saúde Integral da População LGBTQIAPN+ Adriano Chaves funciona como um espaço de referência no acolhimento e na atenção à saúde da população LGBTQIA+ em Paulista.
Voltado à promoção do cuidado integral, humanizado e digno, o equipamento é uma iniciativa da Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria de Saúde e da Superintendência de Políticas Estratégicas, reforçando o compromisso do município com uma política de saúde inclusiva e baseada no respeito à diversidade.
O serviço funciona na Prontoclínica Torres Galvão (PTG), localizada na Avenida Floriano Peixoto, s/n, Centro do Paulista, oferecendo atendimentos de segunda a sexta-feira, em horário ambulatorial contínuo, das 8h às 16h, sem fechamento no horário do almoço.
No local, são disponibilizados atendimentos de enfermagem, atendimento médico (uma vez por semana) e atendimento psicológico, além de ações importantes de prevenção e cuidado, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e testagens sorológicas para HIV, sífilis e hepatites virais.
A psicóloga Renata Neves, que integra a equipe do Centro de Saúde Integral Adriano Chaves, destaca a relevância da saúde mental dentro do serviço.
“Ao longo desse um ano de implantação do serviço, percebemos que a demanda por atendimento psicológico foi uma das mais recorrentes entre as pessoas que nos procuraram, e isso não acontece por acaso. A psicologia ocupa um papel fundamental ao oferecer um espaço de escuta qualificada e acolhedora. Esse acolhimento começa pelo respeito ao nome social, pela valorização da história de vida de cada pessoa e pela compreensão de que o sujeito não está sozinho nesse processo. Muitas vezes, é necessário aproximar a família, promovendo intervenções que vão além da elaboração individual, abrindo espaço para o diálogo, a escuta e o acolhimento também dos familiares, a fim de fortalecer o apoio e a rede de cuidado”, ressaltou.
Para o coordenador da Saúde Integral da População LGBTQIA+ e diretor do ambulatório, Anderson de Oliveira, o equipamento representa um avanço na garantia de direitos.
“A importância do ambulatório, ou do Centro de Referência Integral da População LGBTQIA+, está diretamente ligada à promoção da dignidade humana. Trata-se de garantir uma porta de entrada no sistema de saúde que acolha e responda de forma adequada às necessidades específicas desse público. Nesse contexto, o ambulatório surge para complementar a rede já existente, que inclui os PSFs e as policlínicas, funcionando como mais um instrumento de cuidado. Ele vem para somar, fortalecendo a rede de atenção à saúde e assegurando um atendimento pautado no respeito, no acolhimento e na dignidade”, afirmou.
Fotos: Gustavo Guerra